06 de fevereiro 2026

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Semana Missionária promove esperança, solidariedade e evangelização

02/08/2022

Semana Missionária promove esperança, solidariedade e evangelização

02/08/2022

Durante todo o mês de julho, aconteceram as tradicionais “Semanas Missionárias” da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida - BAP, das Irmãs Salesianas (São Paulo - Brasil).

As “Semanas Missionárias” são um projeto desenvolvido pelo Âmbito da Pastoral das Escolas e Obras Sociais, e se realizam todos os anos envolvendo adolescentes, jovens, educadores e Religiosas da Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). O trabalho de educação e evangelização da juventude desenvolvido pelas Irmãs Salesianas da BAP tem uma abrangência de 5 Estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A edição 2022 contou com a adesão de 167 missionários assim distribuídas: 107 jovens/adolescentes, 25 leigos, 18 candidatas/os à vida religiosa (seminaristas, noviças e postulantes), 14 Irmãs Salesianas e 3 jovens em período de discernimento.

Depois de dois anos de pausa, por causa da pandemia da Covid-19, as “Semanas Missionárias” conseguiram criar muito envolvimento, não só por parte das comunidades paroquiais e famílias que acolheram os diferentes grupos, mas sobretudo por parte dos adolescentes, jovens e educadores que se dispuseram a viver esta experiência.

As “Semanas Missionárias”, realizadas de 3 a 24 de julho, aconteceram nos seguintes locais: Paróquia Santa Rita - São José dos Campos (SP), nas periferias de Guarapuava (PR); Paróquia Santo Antônio - Tambaú (SP); Paróquia Puríssimo Coração de Maria - Guaratinguetá (SP); Comunidade Madre Mazzarello - Americana (SP); Comunidades São Judas Tadeu e Nossa Senhora de Lourdes - Morungaba (SP); e em alguns bairros de Rio do Sul (SC).

Elas são uma excelente oportunidade para que adolescentes, jovens e educadores adultos sintam-se parte de uma “Igreja em saída”, movidos pela alegria do Evangelho, conforme o convite do Papa Francisco. São também uma resposta concreta às necessidades locais das comunidades eclesiais e aos desafios da evangelização.

No relato de uma das participantes, ela compartilha da sua surpresa quando foi comunicado ao seu grupo a realização da “Semana Missionária” na própria cidade; segundo a jovem foi um tanto frustrante porque ela imaginava que poderia viajar para bem mais longe, a fim de encontrar pessoas carentes do anúncio do evangelho em lugares remotos. Mas no final, ela se convenceu de que “não adianta evangelizar quem está longe, quando perto de nós existem pessoas que ainda não conhecem o Evangelho”. 

Os participantes das “Semanas Missionárias” tiveram encontros sistemáticos de formação e preparação nos últimos três meses e, antes de partir em missão, participaram da “Celebração de Envio”, que contou também com a presença de educadores adultos, familiares dos adolescentes e jovens, bem como membros das comunidades educativas.

As “Semanas Missionárias” têm um cronograma organizado e bem variado, mas também flexível diante das necessidades das comunidades locais: “momentos de mística” para iluminar o dia com a Palavra de Deus, oferta de momentos de oração para as comunidades que acolhem os missionários (Terço missionário, Leitura orante, Celebração Eucarística, Adoração...), visita às famílias com a bênção das casas, “pastoral da escuta”, realização de Oficinas e do Oratório Salesiano, uma prática educativa que envolve não só crianças e adolescentes, mas também adultos, especialmente as mães, e também momentos formativos, de revisão e avaliação da própria prática missionária.

Como a pandemia reforçou muito a questão do distanciamento e do isolamento, neste ano de retomada das “Semanas Missionárias” foi visível a ansiedade dos participantes, mas é também importante destacar a postura de alguns educadores adultos que se inscreveram como “voluntários” e decidiram dedicar alguns dias de suas férias escolares para apoiar os adolescentes e jovens neste trabalho de evangelização.

As “Semanas Missionárias” também tem por objetivo a integração e a atuação conjunta de adolescentes e jovens sem distinção de proveniência, ou seja, diversos grupos são formados por “missionários” que frequentam tanto Obras Sociais quanto Escolas particulares administradas pelas Irmãs Salesianas.

A proposta da Pastoral, através da “Juventude Missionária Salesiana”, é aberta e acessível a todos. Os missionários partem sempre com a intenção de levar a Palavra de Deus e muita alegria às pessoas que vão encontrar. No entanto, todos os anos o que se percebe é que também os missionários são evangelizados pelas pessoas que encontram, afinal acontece uma grande integração e interação com as comunidades locais, que vibram pelo fato de terem sido escolhidas para acolher os missionários.

É o que se contata no depoimento de uma das mães da Paróquia Santo Antônio, de Tambaú (SP): «Quando fiquei sabendo que haveria uma missão aqui em Tambaú, fiquei muito feliz porque esta missão em grande parte é feita por jovens, de idade e de alma, os santos de tênis, os fiéis que a Igreja precisa. Quando recebi o grupo de jovens na minha casa fiquei imensamente feliz e grata por partilhar da alegria de Cristo, um respiro no meio de tantos afazeres e preocupações, poder compartilhar um pouquinho da minhas experiências e poder escutá-los...».

Por outro lado, os missionários também destacam a importância desta integração com as pessoas do lugar que são «gente alegre, divertida, atenciosas... cada uma com suas problemáticas e dores. Tivemos tempo para estar com a comunidade, ouvir suas histórias e descobrir o bonito caminho já construído. As famílias que nos acolheram, todas sempre nos esperavam com alguma delicadeza, fomos formando uma família alargada».

Experiências que ficam para a vida

Na conclusão da “Semana Missionária” há uma mistura de sentimentos nos missionários, pois muitos partem com um certo “medo do novo”, inseguros quanto a uma experiência que parece ultrapassar as próprias capacidades. Mas é na volta que tudo fica diferente!

«Uma experiência que já está me deixando saudades. Todas as relações que construí aqui ficarão para sempre em minha memória. A conexão que criei com Deus também me impressionou: nunca tinha sentido tanto e pensando tanto n’Ele. Quero muito voltar mais vezes», disse L. W. que atuou na cidade de Americana.

«Essa missão teve um impacto gigante na minha vida e mostrou diversas coisas que ainda não havia percebido. Me fez também conhecer melhor o outro e acho que um pouco de nós, disse um outro missionário que também destacou o fato de ficar «sem celular. Aproveitamos melhor os momentos».

«Na semana passei por momentos incríveis, pois consegui me desconectar dos ruídos que estavam impedindo-me de sentir a presença concreta de Deus em minha vida. E como Deus é bom! O tempo todo ele preparou e capacitou pessoas que me auxiliaram nesta caminhada», afirmou o missionário Ricardo.

«A missão para mim foi um momento de me reencontrar com Deus. Algumas semanas antes da missão eu me afastei literalmente de tudo. Mas aí o grande dia chegou... ver todo mundo... fez eu me questionar fazendo a seguinte pergunta: por que eu me afastei de Deus? Qual o propósito disso? Essa semana que passou foi a melhor semana que já me aconteceu», concluiu a missionária Samantha.

«Não me arrependi nem um pouco do meu sim, e acho que todos que participam da Semana Missionária também não se arrependem, pelo contrário, agradecem a oportunidade».

«Afirmo, com todo meu coração, que essa experiência foi a mais retificadora na minha vida. Não há modos para explicar. É preciso sentir. Espero que Dom Bosco e Madre Mazzarello estejam orgulhosos em nos ver calçando os mesmos sapatos que eles. Agradeço a Deus por ter me escolhido. Me sinto muito amada e privilegiada. Obrigada, Obras Salesianas, por perpetuarem a Salesianidade», ressaltou a missionária Maria.

Missionários de outros missionários

Nas “Semanas Missionárias” há uma tradição que se repete: é a missão que passa de uma geração a outra. Na conclusão da experiência, acontece o “Dia Missionário”, quando então é realizada a “Celebração do Lava-pés”, que automaticamente nos remete à Semana Santa.

Nesta celebração, os missionários que participam pela primeira vez da “Semana Missionária” passam por um ritual no qual escolhem um padrinho ou madrinha que possa acompanhá-los na vida cotidiana. Com esta celebração, os jovens e adolescentes se comprometem a continuar sendo missionários na própria realidade: família, escola, trabalho, vida social...

A “Semana Missionária” marca muito a vida dos missionários, pois também eles são evangelizados. A grande maioria dos participantes afirma que «a missão muda a vida da gente». «A missão é algo transformador, algo que realmente muda a pessoa que você é, muda a mentalidade, atitudes, percepções, muda TUDO. É algo que recomendo para todos, algo que pode mudar o mundo» disse um dos missionários que atuou na Paróquia Santa Rita.

Em 2022, retomar as “Semanas Missionárias” foi ainda mais significativo para a Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, pois no dia 5 de agosto, as Irmãs Salesianas vão celebrar os 150 anos de fundação da Congregação (1872 – 2022), que nasceu do coração missionário de São João Bosco e de Santa Maria Domingas Mazzarello, com um projeto bem específico voltado para a ação missionária e a evangelização, especialmente da juventude mais pobre e abandonada.

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Versão 02 | Dez/2022

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