05 de fevereiro 2026

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A voz dos jovens no Sínodo dos Bispos

13/05/2019

A voz dos jovens no Sínodo dos Bispos

13/05/2019

A XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada de 3 a 28 de outubro de 2018, em Roma, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, foi um verdadeiro chamado do Papa Francisco para escutar os jovens, ouvir seus clamores e aprender com eles. Um tempo de Pentecostes eclesial que trouxe consigo seu típico frescor e entusiasmo juvenil. A participação in loco dos jovens contribuiu para despertar a sinodalidade de modo muito concreto, partindo das realidades em que vivem e da rotina diária com todos os seus cansaços e esperanças. A forma sinodal da Igreja se faz visível, exatamente nessas realidades, e é a modalidade certa para o anúncio e a transmissão da fé. Como resultado de um verdadeiro trabalho de equipe dos padres sinodais, juntamente com os jovens, foi elaborado o Documento Final do Sínodo sobre os jovens e aprovado pelo Papa Francisco na tarde do 27 de outubro, na sala do Sínodo¹. O clima sinodal permitiu aos bispos e aos jovens participantes abertura para dialogar e expressar mutuamente seus sonhos, angústias, desejos, fragilidades, alegrias e sentimentos. Muito se tem falado sobre o documento final do Sínodo sob diferentes perspectivas, mas o que realmente consiste na fala expressa dos jovens e qual é a fala da Igreja? Sendo assim, uma vez que o caminho sinodal não está finalizado, mas apenas foi iniciado, esse singelo artigo, não tem como propósito esgotar o assunto, mas sim, tem o objetivo de apresentar propositivamente a voz dos jovens, no Documento Final do Sínodo, e apresentar pistas de reflexões e ações iluminadas pelo Sistema Preventivo de Dom Bosco. 1- Percebendo as conjugações verbais juvenis No Documento Final do Sínodo, percebemos a voz dos jovens, principalmente, a partir de três verbos: sentir, manifestar e pedir. Tais verbos nos apresentam uma análise do perfil dos jovens de hoje, possibilitando- nos pensar em ações concretas e inculturadas para seus itinerários. 1.1- Verbo Sentir Semanticamente, segundo o dicionário de língua portuguesa, Aurélio, sentir é ter a sensação, perceber através dos sentidos, ter consciência, conceber, pressentir, adivinhar e intuir. É ser afetado por alguma coisa e sofrer as consequências. Entender emocional ou intelectualmente, ter sentimentos e apreciar a beleza, ou seja, está intrinsicamente relacionado com a forma com que se percebe o mundo e a si mesmo. Os jovens apontam a necessidade de ser Igreja e sentem que suas vozes não são consideradas interessantes nem úteis no âmbito social e eclesial, sobretudo a dos mais pobres e explorados ( cf. Df nº7). Alguns jovens, “sentem as tradições familiares como opressivas e abandonam-se sob a pressão de uma cultura globalizada que, às vezes, os deixa sem pontos de referência” (Df nº7). Afirmam também, que se sentem “tentados a concentrar-se na fruição do presente, tendendo por vezes a prestar pouca atenção à memória do passado donde provém e, de modo particular, dos numerosos dons que lhe foram transmitidos pelos pais, pelos avós e pela bagagem cultural em que vivem” ( Df nº35). Ressaltam ainda que se consideram nas mãos de um destino já escrito e sem condições de mudança, ao ponto de sentirem-se dominados por um ideal abstrato, que não toca em profundidade as suas vidas, caracterizado por um contexto de competição desordenada e violenta (cf. Df nº91). Apontam o fascínio pela gradual aventura da descoberta de si mesmos (cf. Df nº77), o desejo de viver os valores cristãos e de colocar os seus dons a serviço do Reino de Deus, por meio de suas escolhas profissionais e vocacionais. Sendo assim, constata-se que muitos jovens “vivem a orientação profissional num horizonte vocacional”( Df nº77). Por essas razões, sentem a necessidade de terem adultos disponíveis e capazes de os acompanhar (cf. Df nº7). 1.2- Verbo Manifestar Etmologicamente, a origem da palavra manifestar vem do latim manifestare que consiste em dar a conhecer, tornar público, declarar, revelar, divulgar, demonstrar e comunicar. Sendo assim, podemos afirmar que manifestar é a ação empírica do sentir, pois permite que desejos, sentimentos e pensamentos mais profundos tornem-se públicos, ou seja, revelados à partir do ponto de vista da pessoa humana, em nosso caso, dos jovens. Em relação ao proferimento de suas necessidades, os jovens afirmam que estão numa busca progressiva do sentido perene de suas vidas. Exprimem o desejo de serem ouvidos, reconhecidos e acompanhados (cf. Df nº7), pois apresentam necessidade de ajuda para unificar a própria vida e reconhecem o discernimento como instrumento fundamental para estabelecer uma leitura das experiências cotidianas (cf. Df nº141). Manifestam gratidão aos que já os têm acompanhado, lamentam a carência de pessoas experientes e dedicadas ao acompanhamento (cf. Df nº9) e reiteram a grande necessidade de modelos (cf. Df nº31), verdadeiros referenciais, “de santos que formem outros santos” (Df nº166) e que possam os ajudar a trilhar um caminho de vida e vida em abundância (Jo10,10) que caracteriza o caminho de santidade sonhado por Deus para cada um, revelando assim, que “a santidade é o rosto mais belo da Igreja” (Francisco, Gaudete et exsultate, n. 9). Demonstram interesse e abertura ao transcendente e declaram que, em determinadas culturas, muitos, consideram a religião como uma questão privada e selecionam, a partir de diferentes tradições espirituais, os elementos em que descobrem as próprias convicções, caracterizando assim, uma pluralidade religiosa subjetiva (cf. Df nº49) e não comunitária. Também, revelaram o desejo que muitos jovens têm de conhecer melhor a própria fé, descobrir suas raízes bíblicas, compreender o desenvolvimento histórico da doutrina, o sentido dos dogmas e a riqueza da liturgia (cf. Df nº160). Mostraram-se capazes de apreciar e viver com intensidade celebrações autênticas, nas quais a beleza dos sinais, o cuidado da pregação e o envolvimento comunitário falam realmente de Deus (cf. Df nº134). Para eles, a oração, é “um momento privilegiado de experiência de Deus e da comunidade eclesial e um ponto de partida para a missão” (Df nº51). Em contrapartida, apontam que, em muitos lugares, “assiste-se um certo afastamento dos sacramentos e da Eucaristia dominical, sentida mais como preceito moral do que um feliz encontro com o Senhor Ressuscitado e com a comunidade” (Df nº51). Reconhecem Jesus, “como Salvador e Filho de Deus e com frequência sentem-se próximos d’Ele por meio de Maria, sua Mãe, comprometendo-se num caminho de fé. Outros, não mantêm uma relação pessoal com Ele, mas consideram-no um homem bom e uma referência ética. Outros ainda, encontram-no por meio de uma forte experiência do Espírito. Contrariamente, para outros constitui uma figura do passado, desprovida de relevância existencial ou muito distante da experiência humana” (Df nº50). Contudo, afirmam que são sensíveis à figura de Jesus, dependendo da forma atraente e eficaz como Ele é apresentado (cf. Df nº50). Confere-se que, habita, também hoje, no coração de muitos jovens, que são membros vivos da Igreja, o desejo pela verdadeira beleza. Sendo assim, demonstram a paixão de buscar a verdade, o encantamento por perceber o mundo através dos olhos de Deus, a capacidade de partilhar e a alegria do anúncio (cf. Df nº116). A Igreja transparece, aos olhos de muitos jovens, como uma instituição que impõe regras, proibições e obrigações (cf. Df nº73). Expressam assim, o desejo de receber da Igreja uma palavra clara e cheia de humana empatia (cf. Df nº39). Entre as expectativas dos jovens, destaca-se, de maneira especial, o ensejo de que, na Igreja, se adote um estilo de diálogo menos paternalista e mais franco, porporcionando-lhes mais protagonismo nos processos decisórios das ações eclesiais. Querem ser envolvidos e valorizados para se sentirem protagonistas da vida e missão da Igreja (cf. Df nº119). Ao analisar a importância de grandes eventos religiosos, reconhecem e valorizam-nos como oportunidades de se realizar uma verdadeira experiência de transfiguração, que permite captar a beleza do rosto do Senhor, e, a partir daí, fazer importantes opções de vida. Desse modo, certificam-se de que os melhores frutos destas experiências recolhem-se na vida cotidiana e é esse o cerne que une a fé e a vida (cf. Df nº142), pois o trabalho é, para muitos, “uma ocasião para reconhecer e valorizar os dons recebidos” (Df nº86). Apresentaram seu protagonismo por meio de iniciativas que oferecem a oportunidade de experimentar a convivência entre membros de religiões e culturas diferentes, para que todos, num clima de convivialidade e respeito pelas respetivas crenças, sejam atores dum compromisso comum e compartilhado na sociedade (155). Demonstraram o desejo explícito de diálogo e crescimento da unidade entre as comunidades cristãs separadas (cf. Df nº156) e, nas “questões relativas à diferença entre identidade masculina e feminina, à reciprocidade entre homens e mulheres e à homossexualidade” (Df nº39). Com efeito, “os jovens desafiam a Igreja a ser profética neste campo, com as palavras, mas, sobretudo por meio de opções que mostrem a possibilidade duma economia amiga da pessoa e do meio ambiente” (Df nº153). Afirmam a necessidade de se viver coerentemente as finanças e as relações para que, ao estarem na Igreja sendo Igreja, possam se sentir, simplesmente, em casa. 1.3- Verbo Pedir Os pedidos dos jovens aparecem de forma explícita em três demandas específicas: quanto às minorias, quanto à formação da pessoa em suas diferentes dimensões e quanto à necessidade de uma espiritualidade de comunhão. 1.3.1- Minorias Os jovens pedem para ser acolhidos e respeitados na sua originalidade (cf. Df nº45) e, solicitam maior reconhecimento e valorização das mulheres na sociedade e na Igreja (cf. Df nº55). No que diz respeito à promoção da justiça, rogam um compromisso decidido e coerente, que ponha fim em toda a conivência com a mentalidade mundana (cf. Df nº46). 1.3.2- Formação Cabe ressaltar que, a formação para os jovens participantes é entendida como um processo integral da pessoa, e apontam a necessidade do ensino básico (cf. Df nº158) que desenvolve competências técnicas e intelectuais, por isso, solicitam tal empenho da Igreja nessa área. Mas, também, faz parte desse mesmo processo, o acompanhamento, afim de ajudá-los a descobrir o sentido de suas vidas (cf. Df nº93). Nesse contexto, seus pedidos são: o acompanhamento por parte de sacerdotes, religiosos e religiosas; a educação ao discernimento para aprender aproveitar as oportunidades e descartar os riscos (cf. Df nº145) e a qualificação da figura dos acompanhadores (cf. Df nº101). 1.3.3- Espiritualidade de Comunhão Os jovens pedem que a Igreja resplandeça por autenticidade, exemplaridade, competência, corresponsabilidade e solidez cultural (cf. Df nº57), pedem para caminhar com a Igreja (cf. Df nº119), afim de enfrentarem juntos os desafios da evangelização atual e, que exista diálogo com todas as pessoas indistintamente, “não para receber uma fatia do poder, mas a fim de contribuir para o bem comum” (132), ou seja, “nos pedem para avançar rumo à plena comunhão” (Df nº156). Nesse sentido, pedem propostas de oração e momentos sacramentais capazes de tocar suas vidas, no cotidiano, por meio de uma liturgia dinâmica, autêntica e jubilosa (cf. Df nº51). Há, também, alguns jovens que “pedem expressamente para ser deixados em paz, uma vez que sentem a sua presença como importuna e até mesmo irritante” (Df nº156). 2- Basta que sejais jovens! Como iria doer no coração dos nossos fundadores o pedido desses jovens para serem deixados em paz (cf. Df nº156)! Certamente, Dom Bosco responderia a eles: “Basta que sejais jovens para que eu vos ame” (AUBRY, 2014) pois tinha a convicção de que, “o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor,13, 4-7). Mas, também, como iriam se sentir impelidos com as manifestações e pedidos que revelam a sede de absoluto da juventude! O relato da cronistória volume II, nos permite imaginar tamanho encantamento e metodologia de Madre Mazzarello pela abertura do coração dos jovens ao transcendente: “…admirava a candida ternura de uma alma sem dobras. Observava-a de longe, deixando que agisse livremente…” (pág.28) O Sínodo dos bispos sobre os jovens nos provoca a entrar no coração de Dom Bosco e Madre Mazzarello a fim de perceber seus movimentos interiores e fazer deles, escola que configura o nosso coração ao de Jesus Cristo. “Uma educação na linha da experiência de Dom Bosco e Maria Domingas Mazzarello sabe descobrir as enormes potencialidades de bem, orientá-las para metas de comunhão e de partilha, partindo do conhecimento real dos problemas em escala mundial, como o progressivo empobrecimento do planeta e o domínio da cultura mediática...Daqui a importância de conhecer as coordenadas para uma leitura crítica do mundo juvenil que, com poucas exceções, se unem em algumas constantes: a sociedade multicultural, a vida paralela, o mundo virtual, a pluripertença, a precariedade, a busca de espiritualidade” (LOME, 2006). O fruto dessa experiência mística e educativa é o amor preferencial pelos jovens, sobretudo pelos mais pobres. Consiste em nossa essência carismática e parte do princípio do direito fundamental de cada pessoa a uma vida digna e, portanto “interpela a responsabilidade social de cada um com relação à destinação universal dos bens” (FMA, 2007). Podemos nos perguntar: quais os verbos que Dom Bosco e Madre Mazzarello conjugariam a partir da conjugação dos jovens de hoje? E quais os verbos que, a exemplo de nossos fundadores, conjugamos à partir da conjugação juvenil no documento final do Sínodo sobre os jovens? 3-Evangelizar e Educar: eis os verbos que conjugamos! Evangelizar e educar são os verbos conjugados por Dom Bosco e Madre Mazzarello e como forma de gratidão à essa herança carismática, recebida gratuidamente, devemos assumir a missão de conjugar com as nossas vidas, no hoje da história, esses dois verbos de forma criativa, atraente e inculturada. Evangelizar educando e educar evangelizando do jeito de Dom Bosco e Madre Mazzarello implica garantir sempre o caráter de boa nova e os ares frescos da novidade da espiritualidade juvenil salesiana. Para responder aos desafios da realidade cultural, deverá fundamentalmente se orientar na defesa da vida e da cultura dos pobres. Sendo assim, não nos cabe hegemonizar o processo cultural, mas se associar a outros atores sociais, que almejam os mesmos objetivos e seguem ideiais evangélicos, na busca da constituição do sujeito histórico, capaz de construir uma sociedade distinta, mais habitável e fraternal para todos, ou seja, formar um bom cristão e um honesto cidadão. Nesse sentido, na Jornada Mundial da juventude no Rio de Janeiro, o Papa Francisco clamou aos jovens: “queridos jovens, por favor não olheis o mundo de cima do balcão! Ide ao encontro do mundo! Jesus não ficou em cima do balcão. Ele mergulhou... Mergulhai na vida como Jesus fez” (2013)². Os pedidos dos jovens, elencados anteriormente, nos revelam que não desejam apenas assistir aos acontecimentos do mundo, mas sim, desejam e buscam o protagonismo na sociedade e na Igreja. Concomitante sinalizam que a dimensão libertadora da educação-evangelização só emergirá se nos situarmos na mesma posição em que Jesus se situou, do lado dos últimos e do reverso da história e, para isso, precisamos apresentar Jesus de Nazaré de forma atrativa e encantadora. “À luz da Encarnação de Cristo, a pastoral juvenil das FMA põe no centro a pessoa em crescimento, para que tenha vida em abundância, isto é, possa amadurecer em todas as dimensões que a constituem. Tal finalidade se persegue conjugando perspectivas intimamente integradas entre si: a perspectiva cultural, que orienta a ler e interpretar a realidade em vista da promoção da cultura da e para a vida; a perspectiva evangelizadora, que promove uma harmoniosa e fecunda integração entre fé e experiência cotidiana; a perspectiva social, em vista da promoção - nos jovens - de uma cidadania ativa e solidária; a perspectiva comunicativa, importante para qualificar as relações mútuas e entre as gerações, e para enfrentar, de modo adequado, a mudança cultural provocada também pelas novas tecnologias e pelos novos meios de comunicação” (LOME,2006). Nesse contexto, o Sistema Preventivo, como método educativo e espiritualidade, embasa nossas propostas e caminhos a serem trilhados para a educação e evangelização dos nossos jovens, pois, Dom Bosco afirmava que “o apostolado dos jovens é um dos meios mais eficazes para transformar o mundo dos adultos” (Giraudo, 2012). O tripé do Sistema Preventivo - razão, religião e “amorevolezza” - nos indica uma visão harmônica da pessoa dotada de razão, afetividade, vontade e abertura ao transcendente. Nesse sentido, o Sistema Preventivo é um exemplo de humanismo pedagógico cristão, onde a centralidade da fé está indissoluvelmente unida à profusão dos valores presentes na história (Giraudo,2012). Metodologicamente, o nosso projeto educativo “tem em mira orientar os jovens para a escolha do bem e guiar a sua riqueza afetiva para o dom de si, ajudando a superar gradualmente o egocentrismo da adolescência, e acompanhando-os para o encontro transformador com Deus, em Cristo” (LOME, 2006). Ao confrontarmos a vida com o Evangelho, percebemos que ele não apenas propõe uma relação pessoal com Deus, mas, também, uma vida social impregnada de fraternidade e de dignidade para todos, pois, uma fé autêntica, “nunca é cômoda ou individualista, mas sim traz em si um grande desejo de mudar o mundo, transmitir valores e deixar o mundo um pouco melhor depois que passamos por ele”(EG,2014). Considerações Finais: Insieme com os jovens O caminho da sinodalidade vivido é o advento de uma Igreja sonhada pelos jovens, em que o jovem pode ser jovem sendo Igreja, vivendo sua fé, lutando por seus ideais e vivendo segundo sua vocação e opção profissional. O Papa Francisco na homilia da missa de abertura do Sínodo, afirmou: “Os jovens, fruto de muitas das decisões tomadas no passado, exortam-nos a cuidar do presente, com maior esforço e com eles, a lutar contra tudo aquilo que impede a sua vida de crescer com dignidade. Pedem-nos e exigem-nos uma dedicação criativa, uma dinâmica inteligente, entusiasta e cheia de esperança, e que não os deixemos sozinhos nas mãos de tantos traficantes de morte que oprimem a sua vida e obscurecem a sua visão”¹. Caminhar insieme com os jovens, eis o imperativo sinodal apresentado e pedido pelos jovens. Por meio de suas percepções manifestadas e pedidos, eles nos mostraram que não querem ser apenas mais um grupo e/ou uma ação pastoral da Igreja, mas, desejam participar e partilhar as alegrias, tristezas e desafios no cotidiano. Salesianamente falando, iluminados pelo Sistema Preventivo de Dom Bosco, não consiste apenas em tê-los por perto, mas sim, de demonstrar o quanto os amamos afim de se sentirem plenamente amados. Amor esse, que transpassa o entendimento e faz vibrar intensamente o coração. Só que ama confia a participação e o protagonismo. Madre Yvonne Rengout, em sua circular número 983, nos lembra que caminhar juntos é uma peregrinação que empenha a buscar, dialogar, enfrentar o cansaço da viagem, tendo como meta a esperança (cf Df, nº 136). A verdadeira esperança é Jesus. “É Ele que o coração procura mesmo sem saber”(cf. C983)³. Após ouvir sua voz, temos a missão de ajudar os jovens a entrar em profundidade no próprio coração para descobrir para onde o Senhor os chama. Uma vez que sua voz foi ouvida, caminhemos insieme com os jovens, conjugando todos os verbos necessários para a construção da Civilização do Amor. Por Ir. Celene Couto - Revista Em Família nº55      
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AUBRY, JOSEPH . ESCRITOS ESPIRITUAIS. SÃO PAULO: EDIÇÕES SALESIANAS, 2014. BÍBLIA – BÍBLIA DE JERUSALÉM. SÃO PAULO: PAULUS, 2002. EDEBE. DOM BOSCO. CARTA DE ROMA. 2012E EDEBE. FONTES SALESIANAS: SISTEMA PREVENTIVO E EDUCAÇÃO DA JUVENTUDE. 2012. GIRAUDO, ALDO. DOM BOSCO FALA-NOS NE EDUCAÇÃO, O SISTEMA PREVENTIVO E A CARTA DE ROMA. SÃO PAULO: EDIÇÃO SOCIEDADE SALESIANA, 2013. GIRAUDO, ALDO. VIDAS DE JOVENS, BIOGRAFIAS DE DOMINGOS SÁVIO, MIGUEL MAGONE E FRANCISCO BESUCCO. SÃO PAULO: EDIÇÕES SALESIANAS, 2012. INSTITUTO FILHAS DE MARIA AUXILIADORA. CRONISTÓRIA VOLUME II, 1988. INSTITUTO FILHAS DE MARIA AUXILIADORA. PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM ABUNDÂNCIA. LINHAS ORIENTADORAS DA MISSÃO EDUCATIVA DAS FMA. TURIN: ELLEDICI, 2006. INSTITUTO FILHAS DE MARIA AUXILIADORA. COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO. ORIENTAÇÃO PARA O INSTITUTO DAS FMA, EMI, BOLOGNA 2007. PAPA FRANCISCO. EVANGELII GAUDIUM. EXORTAÇÃO APOSTÓLICA. VATICANO: LIBRERIA ED. VATICANA, 2013. PAPA FRANCISCO. LAUDATO SI. CARTA ENCÍCLICA. LIBRERIA ED. VATICANA. 2015. PAPA FRANCISCO. GAUDETE ET EXULTATE. LIBRERIA ED. VATICANA 2018. XV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO, OS JOVENS, A FÉ E O DISCERNIMENTO VOCACIONAL, PAULUS, 2018.
¹ O Documento, portanto, recolhe as 364 formas, ou emendas, apresentadas. Todos os parágrafos do texto foram aprovados com pelo menos dois terços dos votos. (Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2018-10/sinodo-jovens-2018-documento-final-sintese.html acesso em 17/03/2019 ²https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2013/documents/papa-francesco_20130728_celebrazione-xxviii-gmg.html acesso em 17/03/2019 ³Carta Circular 383 – Madre Yvonne Reungoat – novembro 2018
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Versão 02 | Dez/2022

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